Salvador, 05/11/2026 15:43

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Ivana Bastos defende inelegibilidade e veto no serviço público para condenados por violência contra a mulher

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Presidente da ALBA destaca que legislação pioneira aprovada na Bahia já foi levada para 20 estados e comemora avanço de proposta no Senado Federal

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos, que está deputada estadual pelo PSD, defendeu nesta quinta-feira (5) o endurecimento das punições administrativas e eleitorais para homens julgados e condenados por crimes de violência contra a mulher. Em entrevista ao programa Piatã Notícias, da rádio Piatã FM, a parlamentar ressaltou que a Bahia saiu na frente ao aprovar a lei que proíbe a nomeação de agressores condenados no serviço público estadual.

Ao relembrar seus três mandatos à frente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), Ivana Bastos contou que a medida teve origem em uma experiência legislativa da Bolívia, compartilhada durante reuniões de um comitê de parlamentares da América Latina. Após ser implementada no território baiano, a norma serviu de modelo para outras 20 unidades da Federação.

Uma lei que se aprovava aqui na Bahia, essa lei era adequada e a gente aprovava no Amazonas, a gente aprovava no Rio de Janeiro. E a lei contra o feminicídio foi uma lei que nós trouxemos da Bolívia. Nós tínhamos uma reunião do comitê de mulheres da América Latina e ali a gente compartilhava os conhecimentos, a gente compartilhava as propostas. E lá já era lei: o homem que cometia violência contra a mulher, ele sendo julgado e condenado, ele estava banido do serviço público. E nós trouxemos essa lei, ela chegou primeiro na Bahia e nós levamos para 20 estados, afirmou.

A chefe do Legislativo baiano também celebrou a tramitação de uma proposta no Senado Federal que amplia a restrição para a esfera político-eleitoral, tornando inelegíveis os condenados por agressão ou assassinato de mulheres. Para a deputada, a perda do direito de disputar cargos eletivos e de ingressar na administração pública funciona como um freio contra a impunidade.

O homem que comete a violência contra a mulher, ele sendo julgado e ele foi condenado, ele está banido do serviço público. E nós tivemos agora, no Senado Federal, uma proposta também que o homem que comete essa violência, ele vai estar inelegível. Então isso já surge, a gente já escuta Brasília discutir isso: ele passa a ser inelegível. Então isso já é um passo muito importante, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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