Governador baiano defendeu que o partido traduza o recado das ruas e rebateu discurso golpista que aceitou governadores eleitos mas contestou vitória de Lula.
A decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados de deixarem o Brasil após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais foi duramente criticada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Em pronunciamento na redação do Metrópoles, o petista avaliou que o gesto enfraquece a credibilidade institucional e alimenta distorções perigosas na sociedade civil.
Jerônimo apontou a incongruência das narrativas que questionaram a lisura da apuração presidencial. “O líder do outro projeto fugiu do país, e essa fuga do Bolsonaro para os Estados Unidos é muito prejudicial para a democracia. É um comportamento que faz a sociedade achar que todos os políticos são iguais. Além disso, o grupo dele elegeu governadores, senadores e deputados e ninguém questionou o sistema. Como a eleição vale para eleger parlamentares da direita, mas para presidente é tratada como ilegal? É contraditório”, criticou.
O governador sustentou que o PT deve passar por um processo de oxigenação para absorver as mensagens emitidas pelos movimentos de rua. “A mobilização no segundo turno extrapolou os partidos e o próprio governo. A juventude, os professores e os trabalhadores foram às ruas impulsionados pela esperança e pela conquista de direitos sociais. O PT e o governo têm a obrigação de traduzir esse recado em políticas concretas”, completou.