O vice-prefeito e secretário Municipal de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto, afirmou que o sentimento de mudança continua vivo na cidade e que parte da população cobra mudança de comportamento e postura do poder público, não apenas de nomes.
A declaração foi dada em entrevista ao podcast Tom é meu amigo, sem filtro, nesta quarta-feira (4).
“Eu ando na cidade, eu tomo café na rua, eu vou no restaurante, eu vou na feira e as pessoas falam de mudança? Fala. Sentimento de mudança de quatro anos atrás, ele está vivo no coração das pessoas. Sentimento de mudança está vivo sempre”, afirmou.
Segundo Pablo, quando as pessoas falam em mudança, não se referem necessariamente à troca de gestor, mas a uma nova forma de agir.
“As pessoas quando falam em mudança, necessariamente não falam de mudança de nome. Falam em mudança muitas vezes de comportamento, de postura”, disse.
Para ele, o político precisa estar antenado com a rua e ter humildade para reconhecer críticas. O vice-prefeito contou um caso que viveu nesta semana ao ir cortar o cabelo.
“Eu fui cortar o cabelo e tinha um cara do lado. Quando eu cheguei ele estava deitado, não me viu. Quando ele levantou pra fazer a barba, ele viu que eu estava sentado do lado e começou a sentar a ripa, sabe aquela pessoa que começa a mandar recado pra você porque ‘minha rua não sei o que'”, relatou.
Pablo disse que ouviu tudo, terminou o corte primeiro, esperou o homem levantar e foi conversar.
“Tinha duas, três opções naquele momento: ou eu me calava e ia embora, ou eu dava uma de brabo com ele, ia contestar dizendo que não, que o governo acontece, ou ia fazer o que eu fiz: reconhecer que realmente tem dificuldade, que eu sou agente público, que tenho que ter a capacidade de ouvir”, afirmou.
Ele pediu o endereço ao morador e depois deu retorno pelo Instagram. A reclamação, segundo ele, era sobre água servida jogada na rua por um vizinho, e não um problema direto da Prefeitura.
“Depois nós nos falamos no Instagram, eu dei o retorno a ele. Finalizou a mensagem me mandando no Instagram dizendo: ‘olha, eu quero lhe mandar um abraço diferenciado, eu quero pedir desculpa’. Falei: ‘desculpa por que, rapaz, cê é maluco?'”, contou.
O secretário disse que a população cobra e que, como integrante do grupo que governa Feira há mais de 20 anos, leva os alertas para quem de direito.
“Eu estou na rua, eu escuto e eu na condição de integrante desse grupo eu levo todos os alertas possíveis pra quem de direito. Agora se vai executar é outra história”, concluiu.