Salvador, 02/11/2026 09:26

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Capitão Alden critica Ministério da Justiça por classificar desenho bíblico como impróprio para menores de 12 anos

Capitão Alden
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Deputado federal questiona decisão sobre programa exibido no Record Kids e anuncia pedido de explicações formais ao governo

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou, em vídeo publicado nas redes sociais, a decisão do Ministério da Justiça de classificar um programa de desenhos bíblicos exibido no Record Kids como não recomendado para menores de 12 anos.

Segundo o parlamentar, a pasta recomendou ainda que a atração só seja exibida em TV aberta após as 20h. No vídeo, Alden exibe trechos da animação com passagens bíblicas e questiona a fundamentação da classificação.

“Segundo o Ministério da Justiça, na cabeça de algum técnico, esse desenho possui cenas que reproduzem atos criminosos, drogas lícitas, violência, estigma ou preconceito”, afirmou.

Na publicação, o deputado compara o conteúdo bíblico a outros programas exibidos na televisão aberta.

“Diariamente nossas crianças podem encontrar na televisão aberta e em novelas e filmes e na internet cenas de nudez, sexo, violência e referências a consumo de drogas, performances sexualizadas. As TVs abertas exibem paradas LGBT, algumas com presença de crianças, e quais providências as autoridades adotam quando crianças são expostas a conteúdos efetivamente inadequados?”, questionou.

Capitão Alden informou que acionou formalmente seu gabinete para obter a íntegra do processo administrativo que levou à reclassificação.

“Estou solicitando formalmente a íntegra desse processo. Quero os pareceres técnicos, a identificação dos episódios, quais cenas fundamentaram essa decisão e se os mesmos critérios estão sendo aplicados de maneira isonômica às demais emissoras”, disse.

O parlamentar finalizou defendendo que a proteção às crianças deve caminhar junto com o respeito à liberdade religiosa.

“Proteger nossas crianças é dever do Estado, respeitar a liberdade religiosa também. Ministério da Justiça precisa explicar essa decisão”, completou.

O Ministério da Justiça ainda não se manifestou publicamente sobre o caso após a repercussão do vídeo.

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