Recém-eleita para a Câmara dos Deputados, parlamentar do PCdoB evoca seus 70 mil votos na capital, defende mulheres negras para disputar a Prefeitura de Salvador e responsabiliza gestão municipal por retenção de autocarros.
A deputada federal eleita Olívia Santana (PCdoB) descartou nesta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), qualquer debate em torno de uma eventual composição com o empresário e ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, para a Prefeitura de Salvador. Ao ser questionada sobre a viabilidade do dirigente desportivo, a parlamentar afirmou que a prioridade do campo progressista deve ser a afirmação de lideranças femininas e subiu o tom contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil).
Olívia utilizou o episódio da redução da frota de transporte público no domingo de eleições para reforçar a urgência de alternância política na capital baiana. “Eu não estou aqui para avaliar nome de Guilherme Bellintani. Eu estou aqui para avaliar e mostrar que Salvador precisa mudar. O atual prefeito, Bruno Reis, tentou impedir que o eleitorado de Salvador exercesse a sua cidadania. Isso é muito grave, é crime eleitoral, e ele vai ter que responder pelo crime cometido”, disparou.
Ao analisar possíveis nomes para disputar o Palácio Thomé de Souza, a deputada ressaltou o seu desempenho eleitoral na cidade e reivindicou o capital político das parlamentares de esquerda. “Se é para fazer avaliação de nomes, Salvador me deu cerca de 70 mil votos. Então eu prefiro avaliar o meu nome, avaliar o nome de Maria Marighella, avaliar o nome de Vilma Reis”, declarou.
A dirigente comunista sustentou que o grupo de mulheres eleitas reúne todas as condições para encabeçar um projeto para a cidade. “Tem muita mulher retada, muito bem votada em Salvador, com capacidade de governar essa cidade”, concluiu.