Salvador, 27/10/2026 17:40

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​”Não é ter paciência, é ser insurgente”, afirma Olívia Santana ao celebrar chegada de Vilma Reis à ALBA

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​Futura deputada federal exalta parceria eleitoral no movimento negro, relembra início solitário na política soteropolitana e adverte que crescimento feminino ainda é “voo de galinha”.

​Ao avaliar a evolução da representatividade negra e feminina nos espaços de poder, a deputada Olívia Santana (PCdoB) destacou nesta terça-feira (27), em Salvador, a eleição de Vilma Reis (PT) para a Assembleia Legislativa da Bahia como marco de continuidade da luta antirracista no parlamento estadual. Recordando o início de sua trajetória, quando ingressou como a primeira vereadora negra da Câmara Municipal de Salvador, a parlamentar afirmou que os avanços democráticos exigem atitude de combate constante.

​Olívia ressaltou a ampliação das bancadas progressistas nas câmaras municipais e assembleias, citando vereadores negros como Marta Rodrigues, Eliete Paraguassu e Silvio Humberto. Ao falar sobre a sucessão na ALBA, exaltou a aliança construída nas urnas com Vilma Reis. “Fiz uma campanha muito casada com Vilma Reis. Nós somos duas militantes do movimento negro e houve uma troca muito positiva de eleitorado. Eu estou saindo da Assembleia, mas vai ter mulher preta na Assembleia, porque Vilma está chegando. Agora somos duas: ela aqui e eu na bancada da Câmara Federal”, declarou.

​A legisladora pontuou que a transformação das estruturas de representação ocorre de forma gradual, rechaçando qualquer postura de conformismo. “Os passos são lentos, mas a gente não pode perder a capacidade de lutar. Não é nem ter paciência porque vai mudar; é ser impaciente, ser insurgente e acreditar naquela história de água mole em pedra dura. A gente vai para cima: às vezes perde, às vezes ganha, como foi a minha eleição, a de Vilma e a de Maria Marighella”, pontuou.

​Apesar do resultado positivo das urnas, Olívia advertiu que a bancada feminina baiana, que passou de 8 para 10 cadeiras, ainda está aquém do peso real das mulheres no estado. “Ainda é aquele voo de galinha, um voo baixo, muito pequeno para a imensidão de mulheres que a gente tem na Bahia. Mas a gente vai chegar lá, eu acredito e luto por isso”, finalizou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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