Em nota assinada por Valdemar Costa Neto, partido recua da anulação pregada por Flávio Bolsonaro, questiona gastos sociais na reta final e destaca força de 121 deputados e 29 senadores no Congresso.
O Partido Liberal (PL) divulgou nota oficial reconhecendo o resultado da eleição presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento assinado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, a legenda freou a investida de anulação das urnas defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite de domingo (25), mas sustentou que a virada petista foi impulsionada pela liberação de benefícios econômicos na reta final da disputa.
De acordo com o texto partidário, o desfecho do segundo turno foi distorcido pela ação do governo federal. “Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno das eleições presidenciais, com uma vantagem de 2,2 milhões de votos. No segundo turno, porém, o resultado foi diferente, em um cenário marcado por medidas fortemente eleitoreiras, com impacto econômico e social”, apontou a manifestação do PL. A legenda sustentou que a “ampliação expressiva dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta questionamentos sobre os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”.
Apesar de cobrar explicações e afirmar que acompanhará os desdobramentos, o partido oficializou a validação institucional do pleito. “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”, assinalou Valdemar.
Além de se posicionar sobre a disputa do Palácio do Planalto, a executiva nacional da agremiação exibiu o tamanho de sua musculatura parlamentar para os próximos quatro anos. O PL encerra o pleito com a maior força legislativa do país, reunindo 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais, além do comando de seis governos estaduais.
Diante do peso de sua bancada no Congresso Nacional, a cúpula do PL indicou que exercerá uma oposição independente e estruturada contra a gestão petista. “O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos”, concluiu a direção do partido.

