O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) com ampla vantagem na Bahia no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O petista recebeu 6.485.258 votos no estado, o equivalente a 71,31% dos votos válidos, enquanto o adversário somou 2.608.761 votos (28,69%), segundo dados da apuração eleitoral.
A diferença entre os candidatos na Bahia foi de 3.876.497 votos. O resultado estadual contrastou com a disputa nacional, em que Lula foi reeleito para um quarto mandato com 64.256.232 votos (51,79%), ante 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro (48,21%).
A votação baiana foi marcada pela mobilização de lideranças do PT, entre elas o governador reeleito Jerônimo Rodrigues, além dos senadores eleitos Jaques Wagner e Rui Costa. Durante a campanha do segundo turno, Jerônimo acionou prefeitos do estado para ampliar o apoio ao presidente nas urnas.
Jerônimo mobilizou prefeitos no segundo turno
À frente do governo estadual, Jerônimo atuou na articulação política com prefeitos baianos para reforçar a votação de Lula. A estratégia buscava ampliar a vantagem do presidente em municípios do interior e consolidar o desempenho do PT no estado.
O resultado final confirmou a ampla maioria de votos para Lula na Bahia. O petista obteve mais de sete em cada dez votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro ficou abaixo de 30%.
Abstenção caiu entre os turnos
Outro dado destacado no balanço eleitoral foi a redução da abstenção na Bahia entre o primeiro e o segundo turno. Segundo os números informados, o índice caiu cerca de três pontos percentuais no período.
A diminuição da ausência de eleitores ampliou a participação na votação final, embora, isoladamente, não permita determinar quais candidaturas foram beneficiadas pelo comparecimento adicional às urnas.
Disputa nacional teve diferença menor
No resultado nacional, Lula alcançou 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de 4.430.191 votos, bem menor, em termos proporcionais, do que a registrada na Bahia.
Com a vitória, Lula garantiu seu quarto mandato presidencial, após ter governado o país entre 2003 e 2010 e retornado à Presidência em 2023.