Em pronunciamento da vitória, presidente reeleito classifica adversário como “representante genuíno do milicianismo”, relembra tensão nos debates e celebra resposta popular ao som do Hino da Independência.
Logo após a confirmação da sua reeleição pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento enfático em São Paulo, definindo o resultado das urnas como uma vitória da verdade sobre a desinformação. Ao lado de sua esposa Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de lideranças da coligação, o petista comemorou o desfecho do pleito com um desabafo sobre o tom da disputa.
“Foi uma derrota do negacionismo. Foi uma derrota da mentira”, declarou o presidente reeleito. Lula relatou o constrangimento que sentiu durante os confrontos diretos com a oposição ao longo do processo eleitoral: “Eu confesso a vocês que cada vez que eu ia num debate eu ficava constrangido, porque eu já debati com muita gente, já participei de muitas eleições […] mas eu nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do milicianismo desse país”.
O presidente endureceu as críticas ao comportamento do adversário: “Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo. Parece tudo falso”. Em seguida, Lula destacou a mobilização das ruas na reta final, recordando a caminhada na Avenida Paulista na véspera da votação, e confessou ter se emocionado ao ver a multidão entoar os versos do Hino da Independência em frente ao MASP.
Diante da recordação, os apoiadores presentes no palco e no auditório interromperam o discurso e puxaram em coro os versos históricos: “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil!”. Visivelmente emocionado, o presidente encerrou a manifestação definindo o canto coletivo como “uma demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém!”.
