Salvador, 24/10/2026 18:50

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Crise no PSDB: vereadores pressionam Bruno Reis por mudança no comando da Transalvador

CMS - Câmara Municipal de Salvador
Divulgação
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A aproximação política entre o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) abriu uma nova frente de tensão no PSDB e motivou vereadores a articularem uma cobrança ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) pela substituição do comando da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).

A movimentação é liderada pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e um dos principais nomes cotados para assumir a presidência do Legislativo municipal no biênio 2027-2028. O grupo quer retirar a influência política de Muniz sobre a autarquia, atualmente comandada pelo advogado Diego Brito, indicado pelo tucano em março de 2025.

Aleluia confirmou que já conversou com vereadores do PSDB e outros parlamentares para organizar o pedido ao prefeito.

“Já confirmei com os vereadores do PSDB e com outros que foram peças importantes na condução do processo, para pedir ao prefeito a substituição do comando da Transalvador”, afirmou.

Disputa por espaço na Prefeitura

O descontentamento de parte do PSDB também envolve a distribuição de cargos na administração municipal. Segundo integrantes da legenda, havia expectativa de que o partido ocupasse a Secretaria Municipal da Educação, mas a sigla acabou ficando com a pasta da Saúde e a indicação para o comando da Transalvador.

O cenário se agravou após Jerônimo Rodrigues confirmar que mantém diálogo com Carlos Muniz sobre uma possível aproximação política. Em entrevista ao programa Band Eleições 2026, o governador também mencionou o apoio declarado pelo presidente da Câmara a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

A possibilidade de aproximação com o governo estadual provocou reação entre tucanos que defendem a manutenção da aliança com o grupo liderado por Bruno Reis e pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

Para Alexandre Aleluia, a permanência de Diego Brito no comando da Transalvador não faz sentido diante do posicionamento político atribuído a Muniz na campanha eleitoral.

“Não faz sentido Muniz ter caminhado contra nosso projeto, ter feito campanha velada para o PT na Bahia no primeiro turno e principalmente caminhar contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato de Bruno Reis e ACM Neto nas eleições do segundo turno de domingo”, declarou.

Rodrigo Amaral engrossa críticas

O vereador Rodrigo Amaral (PSDB) também criticou a atuação de Carlos Muniz nos bastidores da disputa pela presidência da Câmara. Segundo ele, o presidente do Legislativo manteve conversas com integrantes do governo estadual durante as articulações para a sucessão da Casa.

“Todo mundo em Salvador sabe que Muniz esteve com a cúpula do governador do estado o tempo todo, tratando sobre a sucessão da Câmara, inclusive se assessorando com um advogado do PT, além de levar deputados eleitos pelo PDT para a base governista”, afirmou.

Aleluia também contestou declarações de Jerônimo Rodrigues sobre uma eventual interferência de prefeitos ou empresários na escolha do próximo presidente da Câmara. O vereador classificou a fala do governador como deselegante e afirmou que ela desconsidera a autonomia dos parlamentares.

“Quando um governador vai falar sobre algo que desconhece termina nisso, em uma entrevista deselegante e que ofende a independência dos meus colegas e do próprio parlamento”, criticou.

A disputa ocorre em meio às articulações para a sucessão da presidência da Câmara Municipal e evidencia o desgaste interno no PSDB diante das movimentações políticas de Carlos Muniz. O desfecho da pressão sobre a Transalvador dependerá da posição de Bruno Reis em relação ao pedido dos vereadores.

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