Salvador, 25/10/2026 04:44

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Inflação desacelera na RMS, mas itens essenciais seguem pressionando o orçamento, avalia economista

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Para o economista Vinicius Assis, queda de preços de passagens aéreas e frutas contrasta com altas expressivas de produtos do cotidiano, como tomate e gasolina

A prévia da inflação de outubro na Região Metropolitana de Salvador (RMS) desacelerou de 0,50% para 0,34%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23). Apesar da redução, o resultado exige cautela na avaliação do custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda, que sentem mais diretamente o impacto dos aumentos nos produtos essenciais.

A análise é de Vinicius Assis, especialista em macroeconomia e CEO da Onix Capital. Segundo ele, parte da desaceleração foi influenciada pela queda nos preços de itens cujo recuo não representa, necessariamente, um alívio generalizado no orçamento doméstico, como passagens aéreas e frutas. Na outra ponta, produtos de consumo cotidiano registraram aumentos expressivos: o tomate subiu 24,87% e a gasolina, 1,27%, conforme o levantamento do IBGE.

“Tem que comemorar a desaceleração, mas o dia a dia segue ficando mais caro, muito acima do que os salários sobem”, avalia Assis.

O economista destaca que a composição da inflação é fundamental para compreender seus efeitos sobre o poder de compra. A redução no preço das passagens aéreas, por exemplo, beneficia diretamente apenas quem utiliza esse serviço, enquanto a alta dos alimentos e dos combustíveis tende a pressionar despesas recorrentes das famílias.

Para Vinicius Assis, o resultado reforça a importância de observar não apenas a variação geral dos preços, mas também quais produtos e serviços estão por trás do índice.

“Mesmo com a desaceleração da prévia inflacionária, a pressão sobre itens essenciais mantém o custo de vida como um desafio para o orçamento doméstico”, afirma o economista.

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