O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de comprometer as contas públicas e afirmou que, se eleito, terá de corrigir os problemas econômicos do país. As declarações foram feitas durante o debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23).
Ao criticar a política de gastos do governo federal, Flávio comparou a situação brasileira à da Argentina antes da chegada de Javier Milei à Presidência. O senador atribuiu à esquerda a crise econômica enfrentada pelo país vizinho e sinalizou que pretende adotar uma orientação semelhante no Brasil.
“Eu vou ter que consertar esse problema que você está arrumando no nosso país”, afirmou, ao questionar as despesas da gestão petista.
Salário mínimo e privatizações
Durante o debate, o candidato do PL também negou que pretenda congelar o salário mínimo e as aposentadorias. Flávio ainda rejeitou a possibilidade de privatizar empresas públicas como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Na área fiscal, o senador acusou Lula de gastar mais de R$ 400 bilhões com o objetivo de garantir a reeleição. Ele também criticou o que classificou como um legado de endividamento para as próximas gerações.
As declarações foram feitas no confronto entre os dois candidatos no último debate televisivo antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).