Senador eleito afirma que manifestações populares em apoio a Lula podem influenciar o segundo turno e critica relação entre política e criminalidade no Rio de Janeiro
O senador eleito Rui Costa (PT) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a apresentar sinais de recuperação na disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, nesta quinta-feira (22), o petista atribuiu o movimento à mobilização popular e à preocupação de eleitores com a relação entre política e crime organizado.
Segundo Rui Costa, manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras têm contribuído para ampliar o apoio a Lula, inclusive entre pessoas que não votaram no presidente nem no Partido dos Trabalhadores em eleições anteriores.
“Nosso track interno já mostra o início da virada da eleição”, declarou o senador eleito, ao comentar levantamentos internos da campanha. Ele ponderou, porém, que não poderia divulgar números por se tratar de pesquisas não registradas.
Rui Costa destaca mobilização popular
Durante a entrevista, o petista citou atos realizados simultaneamente em municípios brasileiros e ressaltou o protagonismo de jovens e de setores da sociedade civil na organização das manifestações.
De acordo com os números mencionados por Rui, 1.629 atos foram realizados em cidades brasileiras no domingo anterior à entrevista. Para ele, a participação popular tem sido determinante para o cenário eleitoral.
O senador eleito também destacou a mobilização em Belo Horizonte e na Bahia, onde classificou um ato com Lula como o maior já realizado pelo grupo político no estado, considerando tanto a dimensão da multidão quanto a concentração de participantes.
Petista critica relação entre política e crime organizado
Ao explicar o que considera um fator de mobilização do eleitorado, Rui Costa associou a disputa presidencial à rejeição de uma possível aproximação entre o poder político e organizações criminosas.
O petista citou o filme Tropa de Elite como referência para ilustrar o que considera os riscos do entrelaçamento entre criminalidade e política. Segundo ele, eleitores que tradicionalmente não apoiam Lula ou o PT também podem se aproximar da candidatura por não quererem ver o país reproduzir problemas que atribui à política do Rio de Janeiro.
“Eu diria que é isso que está mobilizando as pessoas”, afirmou.
Rui também criticou o histórico recente dos governos fluminenses e sustentou que a preocupação com a segurança pública e com a integridade das instituições tem influenciado o debate eleitoral.
A declaração ocorre na reta final da campanha do segundo turno, quando Lula disputa a Presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesse contexto, o petista aposta na ampliação da mobilização social para conquistar votos e reduzir a resistência de eleitores que não apoiaram o PT no primeiro turno.