Salvador recebeu 6.349.323 visitantes entre janeiro e agosto de 2026, segundo o fluxo estimado de visitantes do Observatório do Turismo de Salvador. O volume representa uma média de 793,7 mil visitantes por mês, cerca de 26,1 mil por dia, e confirma a capital baiana entre os destinos mais procurados do país ao longo dos oito primeiros meses do ano.
Janeiro concentrou o maior contingente do período, com 946.739 visitantes, movimento característico da alta estação. Junho registrou o menor patamar, com 624.789, refletindo a sazonalidade do meio do ano. A partir de julho, o fluxo voltou a crescer: 786.866 visitantes no mês e 788.091 em agosto, o segundo melhor resultado do ano e praticamente empatado com o pico de julho.
A curva de visitação aos equipamentos culturais geridos pela Prefeitura acompanha o mesmo ritmo. Entre janeiro e setembro, os oito espaços administrados pelo município registraram 316.989 visitantes, sendo 285.427 somente até agosto. Janeiro foi também o mês de maior movimento nos equipamentos, com 70.089 registros, seguido por julho, com 48.433, e agosto, com 35.535.
A Galeria Mercado lidera a visitação, com 78.818 visitantes, seguida pela Cidade da Música da Bahia, com 70.332, e pela Casa do Carnaval, com 68.870.
Completam a lista a Casa das Histórias, com 43.742, a Casa do Rio Vermelho, com 40.446, o Espaço Pierre Verger de Fotografia, com 5.963, o Memorial 2 de Julho, com 5.094, e o Espaço Carybé de Artes, com 3.724. Juntos, os cinco equipamentos mais visitados respondem por 95,3% do total do período.
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, o desempenho reforça a aposta na integração entre as duas áreas. “Os números mostram uma cidade que conseguiu manter o fluxo alto mesmo fora do verão. Isso não é acaso: é resultado de uma agenda cultural permanente, de equipamentos requalificados e de uma estratégia que trata cultura e turismo como uma coisa só. O visitante que chega a Salvador hoje encontra programação o ano inteiro, e não apenas em janeiro.”
Segundo o secretário, o trabalho agora é distribuir melhor esse fluxo pela cidade e ampliar o tempo de permanência do turista.
“Nosso foco é fazer com que esse visitante circule, conheça os nossos equipamentos, fique mais tempo e volte. O Observatório do Turismo nos permite decidir com dados, e não por percepção. É com essa base que planejamos a programação, a comunicação e os investimentos. A meta é reduzir a dependência da alta estação e transformar cada visita em experiência cultural, do Centro Histórico ao Rio Vermelho, do Mercado à Cidade da Música.”
Os dados de visitação dos equipamentos culturais são consolidados pela Diretoria de Cidadania Cultural, da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). O fluxo estimado de visitantes é produzido pelo Observatório do Turismo de Salvador.
Fotos: Jefferson Peixoto/ Secom PMS