Governador contrapõe seu modelo democrático de consulta ao antigo regime carlista e assegura autonomia total nas decisões do secretariado.
A autonomia de suas decisões e o respeito às lideranças que compõem a base aliada foram destacados pelo governador Jerônimo Rodrigues nesta quinta-feira (22). Em resposta à jornalista Juliana Nobre, durante o programa Café das 7 na Rádio A TARDE FM, o chefe do Executivo rejeitou comparações com o antigo modelo de poder na Bahia e explicou a dinâmica de comando em sua gestão.
“Tá aí um diferencial: no governo carlista, trocava-se o da cadeira, mas quem mandava era o da cabeça branca”, disparou Jerônimo. “Diferente desse projeto anterior ao nosso, a gente não tem interferência. Wagner foi governador e, quando Rui sentou na cadeira, não houve interferência. Dá opinião? Dá e vai dar! Eu preciso das opiniões de Wagner, de Rui Costa, de Otto Alencar, de Lídice da Mata, de Ronaldo Carletto e de todos os partidos. Eu escuto e filtro!”, explicou.
O petista frisou que a liderança executiva é indelegável. “Não existe essa coisa de voo solo no nosso grupo. Eu sempre fui o governador, serei por mais quatro anos e ouvirei a todos, como ouço o presidente Lula. No momento oportuno, do final de novembro em diante, sentarei com o conselho político para construir o novo secretariado com base no programa de governo aprovado nas urnas”, pontuou.