Éden Valadares celebrou manifestação de especialistas independentes que cobraram transparência e tratamento igualitário da Meta às vésperas do segundo turno
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, classificou como uma “importante vitória” o comunicado divulgado nesta quarta-feira (21) por especialistas independentes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), que questionaram a atuação da Meta nas eleições brasileiras. O grupo cobrou explicações sobre possíveis restrições desproporcionais ao conteúdo político e pediu igualdade de tratamento entre os lados da disputa presidencial.
Em vídeo, Valadares afirmou que a manifestação reforça as denúncias feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre supostas diferenças de alcance e restrições de conteúdo nas plataformas da empresa, que controla Instagram, Facebook e WhatsApp. Segundo o dirigente petista, os problemas prejudicariam a campanha de Lula em comparação à do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
“Essa manifestação reforça o alerta que nossa campanha do presidente Lula tem feito sobre as restrições e as diferenças de alcance entre a campanha do Lula e a campanha de Flávio Bolsonaro nas plataformas, nas redes da Meta”, declarou.
Especialistas cobram transparência da Meta
O comunicado citado por Valadares aponta preocupações com relatos de interrupções temporárias de contas, diferenças no alcance de publicações e possíveis disparidades nos sistemas de moderação, recomendação de conteúdo e inteligência artificial da Meta.
Os especialistas pediram que a empresa investigue se seus sistemas restringiram de forma desproporcional um dos lados da disputa, apresente explicações, ofereça mecanismos de reparação e aplique suas regras de maneira consistente e sem discriminação. O grupo também alertou para os riscos de medidas tardias durante um processo eleitoral.
“Impedir que as pessoas se expressem ou alcancem audiências sem explicação afeta quem é ouvido”, citou o secretário, reproduzindo um trecho da manifestação.
O comunicado, porém, não declara comprovada uma interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira nem aponta nominalmente Lula ou Flávio Bolsonaro. A manifestação trata de suspeitas sobre o funcionamento das plataformas e da necessidade de garantir condições equitativas para o debate político.
PT promete manter pressão sobre a plataforma
Valadares afirmou que a manifestação representa um avanço para a campanha petista, mas ponderou que a disputa ainda não está encerrada. O dirigente defendeu a continuidade das cobranças à Meta para que as denúncias sejam apuradas e os critérios de distribuição de conteúdo sejam transparentes.
“Esse é mais um passo, ainda não é a vitória final, mas, como a gente disse antes, a gente não vai desistir, nós não vamos parar, vamos seguir na luta!”, afirmou.
Ao encerrar o vídeo, o secretário convocou apoiadores a compartilhar a mensagem e lançou uma palavra de ordem contra a empresa: “Meta, não se meta!”.