Ex-diretora na crise da Covid-19 alerta que ausência do poder central compromete vacinação e celebra incorporação de nove remédios oncológicos ao SUS.
A indispensabilidade de uma coordenação nacional firme para o funcionamento do Sistema Único de Saúde foi sublinhada pela secretária Roberta Santana nesta quarta-feira (21), durante participação no programa Giro Baiana. A gestora avaliou que a desarticulação do Ministério da Saúde afeta diretamente os municípios e compromete a execução de políticas preventivas básicas.
Comandante da Sesab no enfrentamento à pandemia, Roberta relembrou os danos provocados pelo negacionismo sanitário e pela descoordenação federal no governo passado. “Não consigo conceber o SUS sem a atuação integrada dos três entes federados. O Ministério da Saúde é quem dá o tom ordenador da política. Quando tivemos um governo que se descolou da ciência e atrasou vacinas, o caos se instalou no país”, advertiu.
A gestora contrapôs aquele período aos recentes avanços proporcionados pela retomada do diálogo com o Ministério da Saúde. “Ontem mesmo o governo federal incorporou nove medicamentos essenciais para o tratamento de câncer ao SUS, que antes precisavam ser judicializados. Além disso, o Mais Médicos voltou a fixar profissionais em aldeias indígenas e comunidades quilombolas do nosso estado”, comemorou.