Após mandados contra esquema de tirzepatida da China em Salvador e Feira, secretária explica que SUS incorporou o medicamento apenas sob rigoroso controle para diabetes e obesidade.
A deflagração da Operação Efeito Colateral pela Polícia Federal, que investiga a venda ilegal de canetas emagrecedoras adulteradas na Bahia, motivou um alerta severo da secretária da Saúde, Roberta Santana. Em entrevista ao vivo nesta quarta-feira (21), a gestora alertou para os riscos fatais provocados pela comercialização clandestina de substâncias como a tirzepatida.
Com formação em gestão estratégica e foco em vigilância sanitária, Roberta ressaltou que a busca por padrões estéticos não pode sobrepor-se à segurança médica. “É muito preocupante ver pessoas colocando a vida em risco ao adquirir substâncias falsificadas na internet. Pedimos à população que busque acompanhamento profissional, exija prescrição médica e denuncie locais suspeitos à Vigilância Sanitária”, orientou.
A titular da pasta esclareceu que o Sistema Único de Saúde incorporou a medicação recentemente, mas com critérios terapêuticos restritos definidos pelo Ministério da Saúde. “O protocolo federal prevê a utilização para casos graves de diabetes tipo 2 e tratamento de obesidade com acompanhamento clínico multidisciplinar. Não é para uso indiscriminado ou cosmético”, explicou a gestora.