Governador comparou abandono de recursos federais na gestão passada com o envio de verbas sob Lula e criticou Bruno Reis por não cofinanciar unidades de Escada e Narandiba
Ao abordar a interiorização da assistência médica especializada na Bahia durante a entrega de viaturas policiais nos Aflitos, Jerônimo Rodrigues estabeleceu um forte contraponto entre o tratamento dispensado pelo governo Jair Bolsonaro e a retomada do cofinanciamento promovida pelo presidente Lula. O governador citou a entrega de hospitais como o Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, a Policlínica de Camaçari e obras em polos como Seabra, Itapetinga, Paulo Afonso, Serrinha e Alagoinhas.
Jerônimo resgatou o esforço financeiro empreendido pelo estado quando não havia repasses de Brasília.
“Vou recordar a vocês: o Rui Costa, sem presidente na época, governou quatro anos e fez 26 policlínicas. Não veio um centavo do governo Bolsonaro para ajudar o Rui a fazer funcionar a policlínica. O desenho aqui foi feito com consórcios: era dinheiro do estado e dos municípios. No primeiro ano, no primeiro mês que o Lula senta na cadeira de presidente, ele manda a ministra Nísia Trindade me avisar para ir a Brasília porque o Lula iria botar dinheiro nas policlínicas. Hoje nós funcionamos com recursos do município, do estado e da União”, explicou.
Na sequência, o governador criticou a postura da administração soteropolitana, chefiada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), em relação às unidades de apoio diagnóstico instaladas na capital.
“Infelizmente tem prefeitos que não são filiados, é o caso de Salvador. O prefeito de Salvador não é filiado à policlínica, e nós atendemos aqui com duas policlínicas, Escada e Narandiba. Duas policlínicas, e não entra recurso do município para isso”, pontuou Jerônimo.