Governador criticou o oportunismo do “tanto faz” adotado pela chapa da oposição no primeiro turno e cobrou explicações sobre investigações envolvendo o União Brasil
Questionado por jornalistas no Quartel dos Aflitos sobre as recentes manifestações de ACM Neto (União Brasil) — que reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e declarou que toparia abrir seu sigilo bancário —, o governador Jerônimo Rodrigues foi incisivo ao analisar o posicionamento do seu adversário político nas eleições estaduais.
Jerônimo sustentou que o grupo de oposição voltará a ser superado nas urnas baianas no próximo domingo.
“Olhe, ele já levou uma derrota comigo e com Lula no primeiro turno, e vai levar outra. O candidato dele não vai ganhar na Bahia. Ele ficou naquela posição de novo: o ‘tanto faz’ continuou, só que mais forte, porque a chapa dele estava toda com a característica bolsonarista, toda. Os dois senadores dele, o vice-governador dele e ele, que ficava no oportunismo dizendo que tanto fazia e que o voto ‘Lula-Neto’ era bem-vindo, que governava com todos. Eu espero, repito a vocês, que o voto ‘Lula-Neto’ que ele pregou continue agora. Tá valendo o Lula-Neto?”, ironizou o governador.
Sobre o sigilo bancário e telefônico, Jerônimo resgatou cobranças feitas durante a campanha estadual e citou temas sob apuração pública.
“Eu pedi isso no primeiro turno. Pedi que ele abrisse as contas, pedi que autorizasse a Justiça a tirar o sigilo. A Justiça, com o aval dele, poderia abrir o sigilo que estava naquele momento, seja com o ‘Rei do Lixo’, seja com o Ivocarlo, seja com o que o partido dele, o União Brasil, fez com a política de botar pessoas nas secretarias municipais de educação em um conjunto de estados. Ele não fez. Ele faz um favor se abrir, para demonstrar à Bahia que não tem nada a esconder”, disparou Jerônimo.