Em entrega de viaturas no Quartel dos Aflitos, governador comemorou crescimento de Lula nas sondagens, exaltou travessia apoteótica entre Juazeiro e Petrolina e elogiou transparência do presidente ao abrir sigilos à Justiça
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (21), no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, nos Aflitos, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) avaliou o cenário político da reta final do segundo turno presidencial e demonstrou confiança na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pronunciamento ocorreu durante a solenidade de entrega de novas viaturas operacionais — incluindo caminhonetes S10, quadriciclos e uma Base Móvel — destinadas a reforçar a segurança pública em municípios da Chapada Diamantina, Recôncavo, Vale do Jiquiriçá, Baixo Sul e Litoral Norte.
Jerônimo abriu a entrevista destacando os números recém-divulgados pelo instituto Quaest, traçando um paralelo histórico com disputas anteriores.
“Acabei de ver uma boa análise de uma pesquisa que saiu da Quaest, bastante favorável para nós. Se você pegar o comportamento da linha de crescimento do presidente Lula, é muito favorável. Me recordo muito bem que foi assim com a presidenta Dilma: viramos o jogo no segundo tempo contra o Aécio. Estou muito convicto de que já viramos o jogo, não só pelos resultados da Bahia, mas pelo Nordeste e pelo Brasil”, declarou o governador.
O chefe do Executivo baiano compartilhou impressões sobre a passagem da comitiva presidencial pelo estado na véspera, quando Lula cruzou a Ponte Presidente Dutra em meio a uma multidão entre Juazeiro e Petrolina. Jerônimo acompanhou o presidente desde o desembarque aéreo até a carreata interestadual.
“Fizemos aquela cena radiante de atravessar o Rio São Francisco sobre a ponte da união entre Bahia e Pernambuco, Juazeiro e Petrolina, e ver o carinho e o afago das pessoas. Pude ver nele a esperança em ganhar as eleições. O Brasil não vai retroagir, não vai voltar atrás”, afirmou.
O governador também destacou o gesto voluntário de Lula ao protocolar no TSE e STF a quebra de seus sigilos bancário e telefônico, desafiando o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a adotar a mesma conduta.
“Fiquei muito contente com o ato que ele fez em entregar à Justiça a possibilidade de abertura de suas contas e de seu sigilo telefônico. Para governar um país, governar um estado e dirigir uma tropa como essa, é preciso ter um currículo público e aberto. As questões pessoais e íntimas da família, tudo bem, mas o que for de currículo nós temos que abrir para a sociedade brasileira reconhecer. Espero que o opositor também faça esse gesto nos últimos quatro dias de debate”, concluiu Jerônimo.