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Caso Mãe Bernadete: Advogado Hédio Silva espera pena de 30 anos para 4° réu julgado hoje

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Sérgio Ferreira de Jesus é acusado de incentivar o assassinato da líder quilombola e de indicar aos executores o caminho até a residência da vítima

O julgamento de Sérgio Ferreira de Jesus, quarto réu acusado de envolvimento no assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, está ocorrendo nesta quarta-feira (21), no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, em Salvador. A assistência de acusação, representada pelo advogado da família, Dr. Hédio Silva Jr e Dr Andressa Arruda, trabalha pela condenação do acusado e tem expectativa de uma pena de 30 anos de prisão.

Segundo a acusação, Sérgio teria incentivado o assassinato após um desentendimento provocado por uma repreensão feita pela ialorixá. Ele também é acusado de indicar aos executores o caminho até a residência de Mãe Bernadete e de receber os aparelhos celulares roubados da vítima e de seus familiares no dia do crime.

Para Dr. Hédio Silva Jr., o julgamento representa mais uma etapa importante na responsabilização dos envolvidos no assassinato, que provocou repercussão nacional. “Nossa expectativa é de que os jurados reconheçam a gravidade dos fatos e que o acusado seja condenado a uma pena de 30 anos de prisão. Estamos diante de um crime brutal, cometido contra uma liderança religiosa e quilombola que dedicou sua vida à defesa de direitos. A família espera que todos os envolvidos sejam responsabilizados. Não se trata apenas de punir os executores, mas também aqueles que contribuíram para que esse assassinato acontecesse”, afirma o advogado, que atua como assistente de acusação.

Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023, dentro de sua residência, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A ialorixá era uma importante referência na defesa dos direitos das comunidades quilombolas e dos povos tradicionais.

Ao todo, cinco pessoas foram acusadas de participação no homicídio. O julgamento desta quarta-feira é o quarto júri popular relacionado ao caso. A assistência de acusação sustenta a necessidade de responsabilização de todos os envolvidos, considerando a gravidade do assassinato e as circunstâncias em que foi cometido.

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