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No aniversário do Bolsa Família, Wagner confronta Flávio por ignorar realidade do programa: ‘Não é esmola’

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Senador defende programa criado por Lula para combate à extrema pobreza e lembra que mais de 500 mil baianos deixaram o benefício após melhorar de vida

O senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou, nesta terça (20), o posicionamento da família Bolsonaro em relação ao Bolsa Família. Em vídeo publicado nas redes sociais em referência ao aniversário de 23 anos do programa, Wagner rebateu declarações de Flávio Bolsonaro, que já classificou o benefício como “esmola” e “Bolsa Farelo”, e destacou a importância da política pública criada por Lula.

“Flávio, que já nasceu na sombra do papai, acha que tudo é uma esmola, nunca passou fome. Não é esmola. Isso é programa social, política pública para tirar da extrema pobreza aqueles que não estão conseguindo sobreviver. Ele anda negando o que falou, não adianta negar. O Brasil inteiro sabe quem sempre foi contra o Bolsa Família”, afirmou Wagner, ao defender o programa que, na Bahia, auxilia mais de 2,3 milhões de famílias.

Para o senador, a visão do pré-candidato à Presidência ignora a realidade de quem enfrenta dificuldades para encontrar empregos dignos nas suas cidades e colocar comida na mesa. Wagner também ressaltou que o Bolsa Família não representa incentivo à dependência e, sim, oportunidade para que as pessoas conquistem autonomia.

O senador justificou o argumento com o dado de que quase 500 mil baianos e baianas deixaram o programa entre 2023 e 2026, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, após melhorarem suas condições de vida, conseguirem empregos, se qualificarem profissionalmente ou ampliarem suas atividades de empreendedorismo.

“Essas pessoas progrediram. Eu tenho certeza de que as pessoas não querem depender de um programa social, mas quem precisa sabe o valor dele. As pessoas querem ter o orgulho de comprar comida para dentro de casa, fruto do suor da testa, do calo da mão, do seu trabalho. É assim que acontece. Mas quando a pessoa precisa dar o primeiro arranque, o Bolsa Família é fundamental”, defendeu.

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