Senador afirma que Lula precisará de uma bancada experiente no Senado diante da força da oposição e diz que não pretende assumir a Casa Civil
O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu a permanência dos senadores aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional e afirmou que não pretende assumir um ministério em um eventual novo governo. A declaração foi dada nesta segunda-feira (19), durante entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia.
Ao comentar a possibilidade de o ex-governador Rui Costa (PT) assumir a Casa Civil, Wagner argumentou que a presença de senadores experientes será fundamental para a articulação política do governo federal, especialmente diante do fortalecimento da oposição no Senado.
“Na minha opinião, eu não tiraria ninguém do Senado. Mas essa é uma opinião minha. O presidente Lula que vai decidir o que ele quer fazer”, afirmou.
Wagner destacou que o Senado tem atribuições estratégicas que não são compartilhadas com a Câmara dos Deputados, como a aprovação de ministros dos tribunais superiores, dirigentes de agências reguladoras, diretores do Banco Central e embaixadores, além de acordos internacionais e operações de crédito.
Wagner cita força da oposição no Senado
Na avaliação do senador baiano, a composição da Casa exigirá experiência política para enfrentar as iniciativas da oposição, incluindo possíveis pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Esse frisson que está na oposição de impeachment de ministro daqui, dali, do Supremo, etc., ele vai precisar de um exército de gente já com bastante caminho e bastante experiência”, declarou.
Wagner também ressaltou que a escolha sobre eventuais mudanças na equipe ministerial cabe exclusivamente a Lula, sem antecipar qual decisão o presidente poderá tomar.
Senador descarta assumir ministério
Durante a entrevista, Jaques Wagner afirmou que não pretende se colocar à disposição para integrar o primeiro escalão do governo federal. Para ele, a atuação parlamentar dos aliados de Lula será importante para sustentar a agenda do presidente no Congresso.
“Eu nem me coloco à disposição para ser ministro, porque eu acho que o melhor papel que os eleitos senadores ao lado do presidente Lula podem fazer é fazer o bom combate no Senado”, disse.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre a formação da equipe de governo e a distribuição de funções entre aliados políticos. Wagner defende que a permanência de parlamentares experientes no Senado pode fortalecer a base governista em votações estratégicas e na relação com o Judiciário e demais instituições.
A decisão sobre eventuais nomeações, contudo, ficará a cargo do presidente Lula.