Em entrevista ao Radar Jacobina, coordenador da campanha petista traçou meta de ampliar a vantagem sobre Flávio Bolsonaro, comparou mobilização a disputa de vereador e desconversou sobre sucessão de Jerônimo em 2030
A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia fixou como meta atingir até 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial no estado. A estratégia de intensificação do corpo a corpo foi detalhada por Adolfo Loyola, coordenador das campanhas do governador reeleito Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula em território baiano, em entrevista concedida ao repórter Rafael Nobre, do Radar Jacobina, durante encontro com prefeitos e lideranças políticas no município do Piemonte da Chapada.
Questionado sobre a redução da margem de vantagem pró-Lula no primeiro turno em comparação com 2022 — quando o petista abriu mais de 3,8 milhões de votos de frente sobre Jair Bolsonaro —, Loyola afirmou que o grupo governista trabalha para recompor e superar os patamares históricos.
“Nossa meta é no mínimo voltar para os 72% que tivemos na eleição passada, que daria novamente os 4 milhões de votos. Mas a meta é chegar a 75%. Nós vamos trabalhar isso, e essa reunião aqui hoje com os prefeitos, com as lideranças, é para deixar a nossa militância em pé de guerra. É guerra mesmo, porque o Brasil e o mundo estão de olho na Bahia. A Bahia vai fazer uma grande diferença nessa eleição nacional. E a vitória de Lula vai ter um ‘V’ maiúsculo com o ‘B’ da Bahia”, declarou Loyola.
Para alcançar o índice, o coordenador explicou que o palanque governista manterá o ritmo frenético adotado no primeiro turno das eleições estaduais, apostando na busca direta por indecisos e no combate às abstenções.
“O governador não tirou o pé do acelerador. A Bahia precisa de Lula e Lula precisa da Bahia. É essa via de mão dupla que vai garantir a continuidade dos grandes investimentos para os 417 municípios baianos. Nós vamos virar voto, buscar as pessoas que não foram votar. Vamos trabalhar como se estivéssemos numa campanha de vereador: casa a casa, voto a voto”, enfatizou.
Ao ser confrontado sobre especulações de bastidores que apontam seu nome como uma alternativa para a sucessão estadual ao Palácio de Ondina em 2030, Adolfo Loyola descartou discussões antecipadas sobre o calendário futuro.
“Não, eu só penso em reeleger Lula agora. Só Lula. Depois a gente vai pensar nas outras coisas”, resumiu o articulador político.