Em debate em Salvador, deputada eleita diferenciou estratégias de marketing eleitoral de planos de governo e defendeu legado econômico da gestão Jair Bolsonaro
A natureza política do movimento que reúne milhões de apoiadores em torno da família Bolsonaro foi detalhada pela deputada federal eleita Dra. Raíssa Soares (PL) nesta sexta-feira (16), em entrevista ao programa Giro Baiana, na capital baiana. Provocada sobre eventuais contradições no discurso da direita, a médica afirmou que o bolsonarismo nasceu da necessidade de confrontar modelos administrativos desgastados e defendeu um secretariado estritamente técnico em eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL).
Raíssa contextualizou sua própria entrada na vida pública a partir das pressões enfrentadas durante a crise sanitária.
“Bolsonarismo é um movimento que veio a partir do presidente Bolsonaro, do despertar político de que eu faço parte. Antes do período de pandemia e dos ataques que eu sofri, eu nunca me coloquei na política. Bolsonarismo é um movimento de enfrentamento. A gente quer enfrentar algo que não está bom e que a gente precisa fazer um novo modelo”, explicou.
A parlamentar fez uma distinção enfática entre táticas de comunicação e projetos estruturais de nação.
“Uma coisa é a linha de marketing, outra coisa é desenvolvimento do país. Você pode não gostar do técnico, mas o time que joga a bola mostra técnica, mostra competência no seu fazer. O governo Flávio, no modelo que foi de Jair Messias Bolsonaro, é um governo que traz pessoas com competência nas suas áreas, e não colocando pessoas, aumentando ministérios e cargos de comissão para pagar dívida de campanha. Eu quero colocar na economia, na saúde, na educação pessoas que entendam o que estão fazendo”, defendeu.