Em entrevista ao podcast Café Política, o deputado estadual reeleito e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), fez uma avaliação crítica sobre as articulações eleitorais na região do Litoral Sul baiano. O parlamentar defendeu a necessidade de ampliar o diálogo entre os partidos e lideranças locais para garantir uma representação mais forte e coesa dos municípios da região na Assembleia e no Congresso.
Ao analisar a dinâmica eleitoral em cidades como Ilhéus e Itabuna, Rosemberg apontou que o acirramento das campanhas individuais acabou prejudicando uma estratégia regional unificada. “Conversamos um pouco da necessidade da gente criar uma visão de defesa dos interesses do Litoral Sul, com ampliação de representações”, ressaltou o deputado, citando conversas anteriores com prefeitos e lideranças regionais. “Mas, quando se aproxima a disputa eleitoral, acaba que cada um vai cuidando do seu quintal e às vezes a gente esquece de discutir a floresta. Eu lamento bastante. Faltou uma conversa mais apurada com todo mundo”.
Entre as movimentações eleitorais na região, Rosemberg lamentou a troca da candidatura da ex-deputada Soane Galvão e criticou a substituição por Marão (Mário Alexandre), ressaltando os impactos negativos para a representatividade feminina e para a solidez das candidaturas. “Acho que foi um equívoco a troca de Soane por Marão, o resultado demonstrou isso. Eu disse para eles e disse para Soane na época, achava que ela não deveria permitir”, declarou. “Primeiro, pela perda de uma representação feminina. Segundo, uma alteração que o cenário já demonstrava de se trocar alguém com maior robustez por uma pessoa de menor robustez, com respeito a todos, mas o cenário político indicava isso”.
O parlamentar também comentou o desempenho eleitoral em Ilhéus e as divisões dentro da base governista. “A perda de Pancadinha também altera, ele de qualquer maneira representa um segmento na sociedade do Litoral Sul que acabou não refletindo a representação desse público”, ponderou Rosemberg. “Não houve generosidade das partes, sem querer colocar o chocalho no pescoço do gato, mas se não houve generosidade das partes para entender que, se a gente discutisse isso um pouco mais e distribuísse melhor essas representações, a gente ampliava o número de pessoas e tinha uma representação melhor para o Litoral Sul”.
Apesar do saldo de divergências na campanha, o líder petista defendeu que o momento é de recomposição e planejamento para o próximo ciclo político. “Nunca é tarde para a gente resolver essas questões. Semana passada eu conversei com Hélder e a gente precisa sentar e reorganizar essa força política em defesa do desenvolvimento da nossa região”, concluiu.
Em entrevista, o deputado estadual reeleito Rosemberg Pinto (PT) destacou a necessidade de ampliar a representatividade política da região do Litoral Sul baiano. Segundo o parlamentar, a articulação regional exige um alinhamento constante em prol dos interesses locais.
“Nós conversamos um pouco da necessidade da gente criar uma visão de defesa dos interesses do Litoral Sul com ampliação de representações”, afirmou Rosemberg.
O deputado pontuou que, com a proximidade das disputas eleitorais, há uma tendência de que os esforços se voltem para bases específicas. “Quando se aproxima a disputa eleitoral, acaba que cada um vai cuidando do seu quintal e, às vezes, a gente esquece de discutir a floresta”, ponderou.
Rosemberg também comentou as composições partidárias e a dinâmica das alianças no estado, ressaltando a importância do diálogo e da união entre as lideranças políticas para fortalecer a atuação parlamentar em defesa da região.