Ministro detalhou integração alfandegária que eliminará guias burocráticas até dezembro e gerará economia anual de R$ 40 bilhões na logística brasileira
O custo logístico decorrente do represamento de mercadorias nos terminais aduaneiros e a morosidade burocrática nas autorizações de importação e exportação foram apontados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), como entraves urgentes a serem liquidados. No encontro corporativo realizado nesta quinta-feira (15), em Salvador, Alckmin anunciou a implementação completa do Portal Único de Comércio Exterior até o final deste exercício, projetando alívio bilionário aos operadores do setor.
O vice-presidente expôs as perdas financeiras acumuladas pelas empresas com taxas de acostagem e atrasos na liberação de cargas conteinerizadas.
“A carga parada num porto um dia, ela custa 0,8% do custo da carga. Se ela ficar cinco dias parada lá, já perdeu 4% do valor da carga. Nós temos que ter uma cultura: custo, custo, custo. É o que a Ásia faz. Como é que a China cresce 5,5% ao ano? Como é que a Índia cresce 7,5% ao ano? Reduzir custo, desburocratizar, simplificar”, defendeu o ministro.
Segundo Alckmin, a digitalização dos processos e a eliminação de exigências repetidas por órgão fiscalizador transformarão a competitividade dos portos e aeroportos nacionais. “Exportação: Portal Único. Até dezembro vai estar totalmente implantado no Ministério da Indústria um portal para exportar e importar. Antes, eu exportava três produtos: três licenças de exportação. Agora é uma licença por três anos, ou quatro, ou dois. Isso vai reduzir em R$ 40 bilhões por ano o Custo Brasil”, assegurou.