Aos 74 anos, Wilson Cardoso diz falar com independência sobre o risco de paralisação de hospitais, UBS e obras de saneamento nos municípios baianos e cita R$ 44 milhões em andamento em Andaraí.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), fez um alerta contundente aos prefeitos e eleitores baianos sobre as consequências práticas do “tesouraço” — pacote de cortes orçamentários prometido pelo candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) caso vença o segundo turno. Segundo Cardoso, o congelamento do Novo PAC deixaria centenas de obras municipais inacabadas em todo o estado.
Falando aos jornalistas na manhã desta quinta-feira (15), o prefeito de Andaraí destacou que a maioria dos convênios federais encontra-se em fase inicial de desembolso financeiro.
“Eu digo aqui muito tranquilo, com independência para falar e com o conhecimento que adquiri aos meus 74 anos de idade: a gente vai sofrer muito! O Nordeste, e principalmente a Bahia, vai sofrer muito. Já se fala abertamente em congelar o PAC, sendo que a maioria dos municípios só recebeu a primeira parcela! Ainda faltam a segunda e a terceira parcelas de obras de hospitais, de UBS e de esgotamento sanitário. Só o meu município, que é pequeno, tem R$ 44 milhões garantidos para cuidar do esgotamento sanitário”, advertiu Cardoso.
O dirigente municipalista defendeu a reeleição da chapa Lula-Alckmin, avaliando que o atual governo já compreendeu a necessidade de calibrar a gestão para um novo ciclo. “Com a experiência de Lula e a capacidade de diálogo de Geraldo Alckmin, o Brasil avança mais. Sinto que o governo Lula já entendeu o que precisa mudar em algumas ações, reconhecendo a necessidade de enxugar custos e planejar a cadeia produtiva completa — da irrigação à agroindústria e ao transporte — para que o interior se desenvolva”, afirmou.