Após encontro com o PIB baiano em Salvador, Wilson Cardoso elogia preparo técnico do vice-presidente para desburocratizar o país, enxugar custos e dialogar com toda a cadeia produtiva.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), revelou uma movimentação de bastidores de peso para a condução econômica do país caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença o segundo turno em 25 de outubro: a ida do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda a partir de 2027.
Em entrevista coletiva concedida após o encontro com empresários no Hotel Wyndham Salvador Hangar Aeroporto, nesta quinta-feira (15), Cardoso destacou a confiança transmitida por Alckmin ao setor produtivo e aos gestores públicos.
“Saio daqui com muita esperança. Você ouve a fala do vice-presidente da República com o conhecimento e a capacidade que ele tem de gerir… E parece que deve estar mais ou menos conversado aí que, se acontecer a reeleição do presidente Lula, ele será o nosso ministro da Fazenda. Uma pessoa preparada como Alckmin traz mais esperança nessa organização, principalmente neste momento em que o Brasil precisa enxugar seus custos. O nosso grande problema hoje é a burocracia e o custo alto”, declarou o presidente da UPB.
Cardoso ressaltou ainda a necessidade de manter pequenos, médios e grandes empresários sentados à mesma mesa de negociação, longe da radicalização política. “Não se pode separar o pequeno do médio e do grande: é uma cadeia onde um contribui com o outro. Se o Brasil abrir os olhos e entender que é no diálogo, sem raiva e sem ódio, que avançamos, teremos grandes conquistas. A Bahia já caminha a passos largos e precisa que o PAC e as obras de duplicação de BRs não parem nem sejam congeladas”, pontuou.