Carlos Henrique Passos afirma que estado precisa usar sua matriz limpa para industrializar minérios e destaca alinhamento da química verde baiana com a Nova Indústria Brasil.
Apesar de consolidar-se como líder nacional na geração de energias renováveis (eólica e solar), a Bahia enfrenta um estrangulamento severo no escoamento elétrico que ameaça novos investimentos fabris. O alerta foi feito pelo presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, diretamente ao vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, durante encontro empresarial nesta quinta-feira (15), em Salvador.
Passos advertiu que apenas as linhas já leiloadas ou em obras não darão conta da demanda reprimida para verticalizar a economia estadual.
“A Bahia tem uma capacidade de produção energética fantástica, mas tem sido penalizada pelo atraso nas obras de linhas de transmissão — e o problema não será resolvido apenas com a conclusão das obras hoje em andamento. Nós precisamos aproveitar a energia gerada na Bahia aqui mesmo, para industrializar a nossa mineração, o nosso agronegócio e verticalizar o processo econômico”, cobrou o líder empresarial.
Ao mesmo tempo, o presidente da FIEB elogiou as medidas de defesa comercial adotadas pelo MDIC em proteção ao Polo Petroquímico de Camaçari e destacou a vocação baiana para liderar a transição energética e a química verde dentro do programa Nova Indústria Brasil.
“Temos um potencial imenso nos biocombustíveis: o projeto robusto da Acelen para produzir diesel verde e combustível sustentável de aviação a partir da macaúba; usinas de etanol de milho e soja no Oeste; e o projeto arrojado do Cimatec Sertão, em parceria com o Sebrae, para produzir etanol a partir do agave em pleno bioma da Caatinga, gerando riqueza e inclusão no semiárido”, destacou Passos.