Questionado sobre interferências no processo eleitoral e restrições da plataforma Meta à campanha petista, vice-presidente diz ver cenário “com preocupação” e cobra isenção absoluta.
Na última pergunta da coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (15), no Hangar Business Park, em Salvador, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez um anúncio de forte repercussão institucional: caso reeleito em 25 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará ao Congresso Nacional uma Reforma Política e uma Reforma do Judiciário, prevendo a adoção de mandatos fixos de 10 a 12 anos para ministros de cortes superiores e a instituição de um código de ética rigoroso.
A declaração ocorreu após Alckmin ser questionado sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo eleitoral e as denúncias de boicote algorítmico da empresa Meta (controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp) contra conteúdos da campanha de Lula.
“Eu vejo isso com preocupação. A Justiça Eleitoral, a cabine indevassável e o voto secreto foram conquistas históricas da sociedade brasileira. Portanto, é indispensável ter isenção absoluta e segurança jurídica”, declarou o vice-presidente.
Em seguida, Alckmin adiantou a agenda reformista do segundo mandato de Lula-Alckmin para equilibrar os Poderes da República. “Assim como o presidente Lula conseguiu aprovar a histórica Reforma Tributária, ele vai fazer a Reforma Política e a Reforma do Judiciário. Nós defendemos mandato fixo! Na Europa inteira funciona assim: o magistrado da Suprema Corte tem um mandato de 10 anos, de 12 anos, e um código de ética que deve valer para todos. Quanto maior a autoridade e quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade”, encerrou.