A avaliação do cenário político estadual e nacional também colocou em xeque a coerência e a expressão eleitoral de lideranças oposicionistas na Bahia. Na análise de Lúcio Vieira Lima, um dos líderes do MDB na Bahia, o desempenho obtido por candidatos apoiados pela oposição em pleitos anteriores escancara a real dimensão de sua força política junto aos eleitores baianos.
O bloco oposicionista na Bahia foi liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
“ACM Neto, no tamanho dele, se mostrou na votação de Caiado, 122 mil votos, que foi quem ele apoiou, porque Flávio, apesar da vontade do coração dele querer que apoiasse, ele não tinha coragem, porque ficaria contra o povo da Bahia.”
A crítica estendeu-se à tentativa de conciliar discursos opostos em busca de espaço político, contrastando com a solidez da base que apoia o projeto federal no estado.
“Quem tem ministério para dar para a Bahia vai ser Lula, certo, né? Você acha que João Roma ia abrir mão pra Neto? Certo? Você acha que São Paulo, Tarcísio, vai abrir mão de ministério? Então, meu irmão, além do mais, para Neto ter algum ministério, ele tinha que inverter a votação.”