Governador afirmou que ex-prefeito evitava declarar apoio explícito a candidatos e ironizou aproximação com o senador do PL no segundo turno.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta quarta-feira (14) o posicionamento político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) após a declaração de apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
Jerônimo acusou o adversário político de adotar uma postura de conveniência durante a campanha, alternando aparições e aproximações conforme o cenário eleitoral. Na avaliação do governador, Neto evitava declarar apoio explícito a determinados candidatos no primeiro turno.
“Ele já estava, né? Porque, na verdade, estava escondido, porque ele não pediu voto, ele não pediu voto para se dizer o candidato dele, Ronaldo Caiado, não pediu. Você não via o nosso opositor, o derrotado nas urnas, pedir voto para Caiado, não via”, afirmou.
Na sequência, Jerônimo voltou a criticar a estratégia política do ex-prefeito e mencionou as alianças de Neto com integrantes do campo bolsonarista.
“Mas ele largava, onde era conveniente, é a política da conveniência. Onde queria aparecer ali arrumadinho, era com o Caiado; onde queria aparecer, é com o time dele, porque os senadores, todos eram bolsonaristas, utilizava o Bolsonaro e, quando era conveniente, pregava o Lula Neto”, declarou.
Jerônimo comenta apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro
Ao abordar a nova etapa da disputa presidencial, o governador afirmou esperar que eleitores que teriam sido convencidos por ACM Neto a votar em Lula mantenham o apoio ao petista no segundo turno.
“Eu espero que aqueles que foram convencidos para votar no Lula Neto continuem votando agora no Lula Neto, será bem-vindo o voto”, disse.
A declaração ocorre em meio à disputa pelo eleitorado baiano entre Lula e Flávio Bolsonaro. O apoio de ACM Neto ao candidato do PL marca o posicionamento do ex-prefeito na segunda etapa da eleição presidencial, enquanto Jerônimo atua na mobilização da base governista para ampliar a votação do presidente na Bahia.