No encerramento de entrevista ao SBT News, coordenador da campanha de Lula ironiza proposta do candidato do PL de usar recursos públicos para ressarcir empresários e projeta aprovação histórica no Senado.
No fecho da sua participação no programa Central de Notícias, do SBT News, o senador eleito e coordenador nacional da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rui Costa, comentou a reviravolta nas bancadas de oposição em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o encerramento da jornada de trabalho na escala 6×1. Indagado pela apresentadora Amanda Klein sobre o clima de votação no plenário do Senado Federal, o ex-ministro da Casa Civil classificou como forçada a mudança de postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) diante do clamor popular.
Rui observou que a bancada conservadora tentou resistir ao avanço da pauta, mas viu-se isolada frente ao apoio maciço da sociedade ao descanso semanal ampliado.
“Eu vi o candidato Flávio, de forma muito constrangedora, dizendo que vai votar a favor da PEC após meses dizendo que era contra para agradar aos empresários. Como a proposta tem o respaldo de quase 80% da população, ele foi forçado a recuar, mas inventou uma declaração dizendo que o governo vai ressarcir os empresários com dinheiro da população pelas quatro horas do sábado que deixarão de ser trabalhadas”, criticou Rui Costa.
O dirigente petista sustentou que a redução da jornada para 40 horas semanais e a consolidação de dois dias contínuos de folga representam uma conquista civilizatória que transcende a disputa partidária. “Acho essa medida extraordinária. É fundamental que a mãe e o pai de família tenham dois dias na semana para cuidar dos filhos, conviver no lar, frequentar sua igreja católica ou evangélica, alimentar a espiritualidade e descansar. Estou muito confiante de que o Senado votará e aprovará essa pauta histórica ainda nesta semana junto à classe trabalhadora”, concluiu o senador baiano.