O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a repercussão do caso Banco Master teve impacto na disputa eleitoral, mas disse que manteve a confiança em uma vitória expressiva durante a campanha. Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, nesta terça-feira (13), ele agradeceu aos eleitores e voltou a contestar as suspeitas investigadas pela Polícia Federal (PF).
“Agora é óbvio, se você me perguntar, impactou? É óbvio que impacta. Ver uma notícia sobre uma pessoa que tem uma história longa na Bahia, colocando uma coisa de corrupção, impacta”, declarou.
Wagner afirmou que as pesquisas eleitorais transmitiam a impressão de uma disputa acirrada. Segundo ele, no entanto, as viagens pelo interior da Bahia reforçaram a expectativa de um resultado favorável nas urnas.
“As pesquisas sempre davam essa impressão de que estava disputado. Eu, andando pelo interior, tinha muita segurança de que a gente ia ter uma vitória boa, como acabou tendo”, afirmou.
Wagner agradece aos eleitores baianos
Ao comentar o resultado eleitoral, o senador atribuiu a vitória ao apoio recebido nas urnas e citou também o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-governador Rui Costa (PT), seus aliados políticos.
“Mas, graças a Deus, os baianos chancelaram a minha vitória, de Jerônimo, de Rui. Vamos continuar trabalhando”, disse.
O petista reconheceu que notícias associando seu nome a suspeitas de corrupção poderiam repercutir entre os eleitores, sobretudo em razão de sua trajetória política no estado. Apesar disso, afirmou que manteve a confiança no desempenho eleitoral durante a campanha.
Senador volta a negar culpa no caso Master
Na entrevista, Wagner também voltou a contestar as suspeitas investigadas pela Polícia Federal e destacou a diferença entre ser alvo de uma investigação e ser considerado culpado.
“Eu não sou culpado, eu sou investigado”, declarou.
A apuração integra a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master e possíveis vantagens indevidas envolvendo pessoas ligadas ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição financeira.
Wagner nega irregularidades, e sua defesa contesta as medidas adotadas no caso. A investigação, por si só, não representa uma condenação.