Salvador, 10/10/2026 19:23

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Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por supostas falhas no Instagram

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, neste sábado (10), representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp. A coordenação petista questiona uma série de problemas registrados nas plataformas e aponta possíveis prejuízos à candidatura à reeleição.

Em comunicado publicado no site oficial, a campanha afirma que a empresa atribuiu a problemas técnicos episódios que teriam afetado a divulgação de conteúdo político. Entre as ocorrências relatadas estão a suspensão temporária do impulsionamento de publicações no feed do Instagram, entre sexta-feira (9) e a manhã deste sábado, a redução do alcance de postagens e dificuldades para localizar o perfil oficial de Lula nas buscas internas da rede.

A equipe do presidente também questiona a falta de esclarecimentos sobre os episódios e levanta suspeitas de desequilíbrio na distribuição de conteúdo durante o segundo turno da eleição presidencial, disputado por Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Campanha aponta diferença no engajamento

Outro argumento apresentado pela coordenação petista envolve o desempenho das contas dos dois candidatos nas redes sociais. Segundo um levantamento citado pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT, o perfil de Flávio Bolsonaro registrou engajamento médio 2,96 vezes superior ao de Lula, mesmo tendo 17,2% menos seguidores.

A campanha sustenta que os problemas relatados podem comprometer a circulação de conteúdos relacionados às propostas do presidente. Entre os temas mencionados estão o fim da escala de trabalho 6×1, a regulamentação das apostas on-line e os alertas contra possíveis cortes em programas sociais defendidos pela oposição.

Os dados e as acusações apresentados pela equipe de Lula, contudo, não comprovam, por si só, que tenha havido favorecimento deliberado a um dos candidatos por parte da plataforma.

Disputa reacende debate sobre regulação das redes

A iniciativa também recoloca no centro da campanha eleitoral a discussão sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na distribuição de conteúdo político e a necessidade de transparência nos mecanismos que determinam o alcance das publicações.

A regulamentação das plataformas digitais é uma pauta defendida pelo governo Lula, mas enfrenta resistência no Congresso Nacional. O impasse envolve questões como moderação de conteúdo, responsabilização das empresas e limites à circulação de informações nas redes.

Cenário internacional amplia tensão política

A contestação contra a Meta ocorre em meio à disputa presidencial brasileira e às discussões sobre a influência de atores internacionais na política latino-americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém relações políticas com integrantes da família Bolsonaro. Na América do Sul, Washington também tem protagonizado movimentos diplomáticos e políticos envolvendo países como Venezuela e Argentina, sob o governo de Javier Milei.

Diante desse contexto, a campanha de Lula solicita esclarecimentos e providências dos órgãos competentes para apurar os episódios relatados e avaliar se houve impacto sobre a igualdade de condições entre as candidaturas no ambiente digital.

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