Salvador, 10/10/2026 15:43

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Campanha do presidente Lula denuncia interferência da Meta diante de sucessivos “problemas técnicos”

Lula (8)
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O controle que empresas transnacionais detém sobre a infraestrutura de comunicação, sobre a segurança, armazenamento, distribuição e fluxo de informações desafia a soberania de nações inteiras e é foco de crescente preocupação mundial. Quando esse controle é usado para influenciar a tomada de decisões das pessoas, manipular a percepção pública de comunidades inteiras ou tenta determinar o resultado de processos eleitorais, o conceito de cidadania e a própria democracia são colocados em xeque.

  1. Em dezembro do ano passado, denunciamos um primeiro indício de intromissão da plataforma META na disputa política brasileira, quando a página do Presidente Lula e diversas lideranças da esquerda foram subitamente retiradas do mecanismo de buscas do Instagram e a localização dos seus perfis nessa rede social foi limitada. Naquela data, dia 10/12/2025, a Câmara dos Deputados votava a possibilidade de redução de penas para Bolsonaro e condenados por tentativa de golpe, o chamado Projeto da Dosimetria. À época, a empresa atribuiu o ‘sumiço’ das contas a um ‘problema técnico’.
  2. No primeiro turno das eleições deste ano, a conta de anúncio do presidente Lula chegou a ser retirada do ar – até hoje sem uma justificava formal para o acontecimento. Já no início desta semana, na disputa pelo segundo turno presidencial no Brasil, quando iniciamos uma nova e bem sucedida fase da nossa campanha digital, denunciamos que o algoritmo da Meta privilegiava a candidatura da direita, prejudicando o engajamento das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais da empresa.
  3. O documento, produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos. Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo.
  4. No dia 8 de outubro, uma das publicações da conta oficial do Presidente Lula teve interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance. A Meta admitiu, uma vez mais, “problemas técnicos”. Essa situação se repetiu com varias publicações e perfis que traziam declarações de apoio à candidatura do Presidente Lula.
  5. Desde o começo do dia de ontem, dia 9 de outubro, até a manhã de hoje, o perfil do presidente Lula foi impedido pela META de impulsionar conteúdos do feed no Instagram. Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pôde utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’.
  6. A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da META se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em beneficio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A completa ausência de transparência nos sistemas da empresa faz com que essas explicações sejam escassas e opacas. A empresa precisa se explicar.
  7. Essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais. Por isso é importante que todas as medidas cabíveis sejam adotadas para que problemas alegados como técnicos não se transformem em questões de natureza política que ameacem a democracia.

Diante das evidências, a campanha do presidente Lula decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de apresentar denúncia na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Os brasileiros seguirão, cada um, como seu próprio algoritmo, mobilizando todas as páginas e perfis para reeleger o presidente Lula. Amanhã, domingo (11), teremos um grande dia de mobilização. Estamos ainda mais fortes, nas ruas e nas redes, e vamos mostrar que o país vai voltar a vencer.

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