Salvador, 18/10/2026 07:40

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Jaques Wagner aposta em queda da abstenção e critica Flávio Bolsonaro: “Qual é o currículo?”

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O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno terá como foco a mobilização nos maiores colégios eleitorais da Bahia e a redução da abstenção. Segundo ele, a estratégia já envolve reuniões virtuais com prefeitos de diferentes regiões do estado.

Wagner avaliou que Lula pode recuperar votos na Bahia, especialmente porque, segundo ele, o presidente teve cerca de 250 mil votos a menos no primeiro turno de 2026 em comparação com o desempenho registrado na primeira etapa da eleição de 2022.

“Só aí é uma recuperação significativa”, afirmou.

Wagner aposta em redução da abstenção

O senador também acredita que a abstenção deve cair no segundo turno. Para ele, parte dos eleitores deixou de votar no primeiro turno devido às filas nas seções eleitorais.

“Como essa eleição, no caso da Bahia, é um voto só, é entrar lá na 13, confirma, seguramente a fila vai andar muito mais rápido e, portanto, a votação é mais rápida”, declarou.

Segundo Wagner, ele, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues já iniciaram reuniões com prefeitos de diferentes territórios para avaliar os locais onde a abstenção foi mais elevada e organizar a mobilização para o segundo turno.

“Os prefeitos estão muito mobilizados, eles entendem a importância de uma harmonia entre o nosso governo estadual de Jerônimo e o governo federal”, afirmou.

O senador citou ainda um cálculo sobre o potencial de crescimento da votação de Lula na Bahia. Segundo ele, se o presidente ampliar em cinco pontos percentuais o desempenho obtido no primeiro turno, o resultado poderia representar cerca de 450 mil votos adicionais.

Wagner critica currículo de Flávio

Na sequência, Wagner direcionou críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e questionou sua trajetória política.

“Qual é o currículo de Flávio Bolsonaro? Eu não conheço nenhuma obra que ele tenha feito, não conheço nenhum grande projeto de lei que ele tenha conseguido aprovar”, afirmou.

O senador também fez críticas às posições atribuídas ao candidato em relação às milícias do Rio de Janeiro.

“Eu já vi ele elogiando as milícias do Rio de Janeiro, então, a gente vai botar o quê? Alguém que admira as milícias para governar o país?”, questionou.

Wagner também acusou Flávio de ter atuado no exterior contra interesses econômicos brasileiros e relacionou o tema às chamadas terras raras, minerais estratégicos para setores tecnológicos.

Senador defende industrialização das terras raras

Ao abordar as terras raras, Wagner defendeu que o Brasil não se limite à exportação da matéria-prima e busque atrair empresas capazes de processar os minerais no próprio país.

“Eu não quero vender matéria-prima. Quem tem, vamos dizer, capacidade tecnológica de trabalhar com terras raras, que venha para cá instalar sua indústria”, afirmou.

Para o senador, a exportação da matéria-prima para processamento no exterior faria o Brasil perder valor econômico e posteriormente adquirir produtos mais caros.

“Agora, se for para botar num navio, levar terras raras para ser beneficiada lá fora e depois eu ter que comprar mais caro, sinceramente, essa política é uma política de entrega do país”, declarou.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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