O deputado estadual reeleito Paulo Câmara (PL) contestou a possibilidade de a Bahia sofrer retaliações do Governo Federal caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República. A declaração foi dada em resposta ao discurso do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tem alertado para possíveis dificuldades na relação entre o estado e a União em um eventual governo adversário.
Para Câmara, eventuais divergências políticas não devem interferir na destinação de investimentos e na construção de parcerias entre as diferentes esferas de governo. O parlamentar afirmou que a Bahia deve ser colocada acima das disputas partidárias.
“Em hipótese alguma. Até porque a Bahia é muito maior do que qualquer presidente”, afirmou.
Na avaliação do deputado, falar em perseguição política ao estado também representaria um desrespeito à população baiana.
Deputado cita gestão de Salvador como exemplo
Para sustentar o argumento, Paulo Câmara mencionou as administrações de ACM Neto e Bruno Reis em Salvador. Segundo ele, os dois gestores conseguiram conduzir a capital baiana mesmo durante períodos em que a Presidência da República e o Governo da Bahia estavam sob comando do PT.
O deputado defendeu que a relação institucional entre governos seja baseada em projetos e benefícios para a população, independentemente da legenda dos governantes.
“Nós temos que estar aqui para fazer parcerias para o bem da Bahia. O que for de bom no estado tem que ser aproveitado e ampliado; o que não for, não terá nosso apoio”, declarou.
Câmara também afirmou que Flávio Bolsonaro teria um perfil de gestão diferente do adotado pelos atuais governos federal e estadual.
Paulo Câmara defende alternância de poder
Na mesma entrevista, o parlamentar criticou a permanência do grupo político ligado ao PT no comando da Bahia e defendeu a alternância de poder como parte do processo democrático.
Câmara classificou a continuidade do mesmo grupo político como “mais do mesmo” e fez críticas ao atual governo Lula. Segundo ele, a gestão federal não estaria correspondendo às expectativas da população.
“O que foi bom do presidente Lula se aproveita, o que não for, descarta. O que a gente quer é essa alternância de poder”, afirmou.
O deputado também reforçou o posicionamento favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno e disse que a oposição baiana deve atuar em torno da candidatura do PL.