O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) concedeu a sua primeira entrevista após terminar a eleição para prefeito de Salvador na terceira colocação, atrás de Kleber Rosa e Bruno Reis.
Em entrevista à rádio Metrópole, o emedebista disse que a derrota em Salvador não pode ser individualizada, mas tratada como uma derrota do grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Essa derrota em Salvador é de Geraldinho, do MDB? Não. É de Geraldinho, do MDB, mas é de uma aliança de partidos, porque senão vai ter dois pesos e duas medidas. Nós lançamos um candidato a prefeito de Juazeiro, que poucas pessoas acreditavam. Eu fui ao pré-lançamento, ninguém acreditava em Andrei da Caixa”, avaliou o vice-governador da Bahia.
“A cada cabeça cabe sua consciência e sua responsabilidade. Eu fui para as ruas. Dei o melhor de mim. A derrota é para nós aprendermos e não repetirmos os erros. A derrota é para o aprendizado. Não é para ficar chorando. É para fazer uma avaliação e as futuras decisões sejam tomadas com equilíbrio. Nós perdemos. Eu perdi a eleição, o meu grupo político perdeu a eleição. Quando o time ganha, só tem aplausos e reconhecimento. Quando perde, só críticas. E aquele velho ditado: a vitória tem muitos pais, o fracasso é órfão”, emendou.
Questionado sobre se acredita que a derrota na eleição pode afastar sua permanência na vice, Geraldo disse que esta decisão caberá ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
“As pessoas têm me perguntando acerca de 2026, em 2026 vamos tomar a decisão do meu destino político. O que me resta agora é estar ao lado do governador Jerônimo Rodrigues cuidado da Bahia, cuidando de Salvador, como vice-governador da Bahia. Quem decide é o líder do processo em consonância com a aliança”, disse.

