Salvador, 18/10/2026 18:20

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FIEB alerta para perda de competitividade com produtos asiáticos e cobra equilíbrio tributário para a indústria de calçado

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Carlos Henrique Passos analisou as taxas alfandegárias norte-americanas, mas apontou juros altos, burocracia e importações sem impostos como os principais entraves da indústria baiana.

Numa análise pormenorizada do comércio externo baiano, o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, abordou os impactos das medidas proteccionistas internacionais e a vulnerabilidade da produção doméstica diante dos concorrentes estrangeiros. O dirigente comentou a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos sobre produtos baianos, que incide sobre aproximadamente um terço da pauta de exportações do Estado.

«Esperamos que o governo brasileiro formule uma defesa técnica consistente para rever essa tarifa punitiva norte-americana. Contudo, o problema estrutural mais grave da Bahia reside no Custo Brasil e na entrada desenfreada de manufacturados da Ásia e da China, que operam sob condições que as empresas brasileiras não conseguem igualar. Falamos do peso da carga tributária, dos juros exorbitantes, da morosidade burocrática e dos encargos da legislação laboral», elencou Passos.

O presidente da FIEB ilustrou o cenário com a crise que atinge os polos de calçado da Bahia em decorrência da chamada «taxa das blusinhas» e das brechas de isenção de importação. «Há cerca de dois meses, a Bahia importou mais calçado do que exportou. As indústrias locais geram emprego e pagam impostos, mas são forçadas a disputar o consumidor com artigos isentos. Proteger o mercado interno contra assimetrias fiscais é tão urgente quanto negociar as tarifas em Washington», alertou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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