Chefe de Gabinete criticou confecção de camisetas e panfletos com voto cruzado na capital e desafiou postulante do União Brasil a assumir publicamente seu alinhamento com a direita nacional.
A tentativa de setores da campanha oposicionista de surfar na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva com a divulgação do voto cruzado “Lula-Neto” foi classificada por Adolpho Loyola como uma manobra eleitoreira vergonhosa e desprovida de coerência política. Falando aos jornalistas na reta final do programa, Loyola apontou o alinhamento da chapa adversária com a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“É um expediente mesquinho e ridículo mandar confeccionar camisetas e faixas com o slogan ‘Lula-Neto’ para tentar iludir o eleitor da periferia. Todo mundo na Bahia sabe perfeitamente quem são os aliados e as preferências de ACM Neto: o prefeito Bruno Reis vota em Flávio Bolsonaro, os dois senadores da chapa dele votam em Flávio Bolsonaro, os prefeitos e deputados da base dele pedem votos para Bolsonaro. Se todos ao seu redor estão nesse campo, por que ele esconde a mão? O avô dele, Antônio Carlos Magalhães, gostasse-se ou não do seu estilo, tinha a coragem de assumir suas posições políticas. O neto não tem essa coragem e subestima a inteligência do eleitor baiano, que sabe que quem vota em Lula para presidente vota em Jerônimo 13 para governador”, concluiu Loyola.