Após maratona por capitais do Norte e Nordeste, presidente recordou heroínas e ícones culturais da Bahia e declarou que compromisso com a dignidade popular renova suas forças aos 80 anos.
Ao discursar para o público que lotou o circuito Ondina–Barra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou sua rotina intensa de viagens na reta decisiva da eleição e manifestou sua ligação com a história e a cultura baianas. Em tom descontraído e pessoal, Lula comentou sobre sua condição física ao percorrer quatro estados em menos de 72 horas antes de desembarcar na capital baiana.
“Muitos me perguntam como um homem que vai completar 80 anos aguenta essa maratona. A Terra gira e não posso impedir a passagem do tempo, mas não permito que a velhice me alcance. Fisicamente, sinto-me melhor hoje do que quando assumi o Planalto pela primeira vez, aos 57 anos. E essa disposição existe porque tenho uma causa de vida: lutar para que o povo trabalhador e humilde nunca mais seja tratado como invisível neste país”, declarou o mandatário.
O líder petista ressaltou o simbolismo da resistência baiana ao evocar personagens históricos da Independência do Brasil na Bahia, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, além de nomes da literatura e da MPB, a exemplo de Castro Alves, Jorge Amado, Gal Costa e Caetano Veloso.
“A Bahia possui uma energia e uma dignidade que encantam o mundo. Criamos programas de inclusão como ProUni, cotas e Fies para assegurar que a filha de uma trabalhadora do sertão baiano tenha exatamente o mesmo direito de disputar o futuro que a filha da família mais rica do estado. Essa igualdade de oportunidades é o que me move todos os dias”, concluiu Lula.