Presidente relembrou registro de realizações em cartório em 2010, desafiou professores a analisarem a história republicana desde 1889 e apontou a CLT e o salário mínimo como únicos marcos prévios de avanço trabalhista.
Em pronunciamento para a multidão que acompanhou o comício de encerramento da campanha governista em Ondina, na noite desta terça-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma reflexão sobre a trajetória das políticas públicas no país. Ao lado de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, Lula dirigiu-se aos educadores e historiadores presentes para sustentar que a ascensão dos trabalhadores brasileiros esteve restrita a dois períodos específicos da história republicana.
“Quando encerrei o mandato em 2010, fiz questão de registrar em cartório todas as obras e entregas do governo para que fossem encaminhadas às universidades. E peço aos professores e historiadores que pesquisem a história do Brasil desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, com Marechal Deodoro. A verdade nua e crua é que este país só conheceu dois momentos reais de inclusão social: com Getúlio Vargas, na década de 1930, ao instituir o salário mínimo, e em 1943, ao criar a CLT e tirar o operário da semiescravidão; e o segundo momento quando o Partido dos Trabalhadores assumiu a Presidência”, afirmou o líder petista.
O presidente enfatizou que a constatação não decorre de vaidade pessoal, mas do resgate documental da cidadania. “Não é presunção, é história! Desafio a encontrarem na história republicana qualquer governo, fora a Era Vargas, que tenha realizado sequer 20% da transformação social e distribuição de renda promovidas pelas nossas gestões”, completou.