Coordenador da campanha petista endossou críticas de Rui Costa à condução do processo no STF e sustentou que eleição deve focar em propostas para o povo e não em escândalos policiais.
As recentes menções a figuras políticas no âmbito das investigações do Banco Master e de crises no Supremo Tribunal Federal (STF) foram analisadas por Adolpho Loyola no Piatã Notícias. O dirigente governista endossou as queixas de Rui Costa quanto à suposta seletividade na divulgação de inquéritos e alertou para a repetição de expedientes que marcaram crises institucionais anteriores no país.
“Houve seletividade, inclusive quando estava na mão do ministro André Mendonça, que autorizou operações para um lado e não fez para o outro. O caso Master é um caso de Justiça; quem tem que resolver é a Justiça e quem tiver culpa que responda dentro da lei. Eu não gosto de ficar jogando pedras com base em ilações. Trabalhei no quarto andar do Palácio do Planalto na Casa Civil com o ministro Jaques Wagner durante o impeachment e a gente já acordava na época do Mensalão e da Lava Jato com vazamentos seletivos. Depois provou-se toda a parcialidade de Sergio Moro”, recordou Loyola.
Loyola defendeu que o eleitorado não seja privado do debate de ideias. “Se alguém tem problemas com a Justiça, responda à Justiça e comprove sua inocência. O que não podemos permitir é que a pauta eleitoral seja sequestrada por isso. Pauta de eleição é programa, é projeto de governo, é debater como vamos melhorar a vida do povo, gerar empregos e cuidar da saúde e da educação”, argumentou.