Prefeito afirma que município cumpriu contratos existentes, mas admite barreira para novas captações; gestor cita direito de naming rights do estádio como o mais afetado
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou nesta terça-feira (29) que eventuais restrições ou proibição das empresas de apostas esportivas, as chamadas “bets”, não causam prejuízo aos eventos oficiais já previstos no calendário do município, como o Carnaval.
Em entrevista à imprensa, o gestor sustentou que os acórdãos e patrocinadores dessas empresas para festas públicas correspondem a contratos passados ou já quitados, dentro das normas vigentes no período de captação.
“Nenhum, nenhum [impacto]. Foi um patrocínio que não foi a primeira vez, já tinha ocorrido outras vezes. Toda cidade do Brasil utilizava, estava dentro do estabelecido na legislação em vigor. Mas era para o Carnaval e para alguns eventos. Nós já cumprimos a nossa obrigação, não afeta em nada, porque tanto o contrato já foi cumprido por eles e por nós”, afirmou o prefeito.
Apesar de descartar perdas nos eventos já realizados ou em andamento, Bruno Reis admitiu que novas restrições ao setor podem impedir parcerias e aportes financeiros futuros para grandes festejos e festivais na capital baiana.
“É óbvio que impede novas parcerias ou captação de recursos para a realização de eventos com o apoio das ‘bets'”, ponderou.
Arena Fonte Nova
Ao avaliar quais ativos no estado devem sofrer os maiores impactos com eventuais proibições, o prefeito indicou o setor esportivo e destacou a Arena Fonte Nova, cujo direito de nome (naming rights) pertence atualmente a uma empresa do segmento de apostas.
“Acho que aqui em Salvador o afetado é a Fonte Nova, porque o naming rights tem o nome de uma casa de apostas, esse sim vai precisar o nome ser retirado. Além de Bahia e Vitória, que têm apoios e patrocínios das ‘bets’, vejo a Fonte Nova como um equipamento cujo nome vai precisar ser retirado”, concluiu Bruno Reis.