Líder petista explicou foco de Lula em soberania tecnológica para produção de chips e baterias e resgatou patrimônios como Embrapa, Embraer e Pré-Sal.
A estratégia de reindustrialização nacional baseada na exploração e no refino doméstico de minerais críticos foi destacada por Éden Valadares como um dos eixos mais visionários do programa de governo de Lula. O dirigente enfatizou que o país detém a segunda maior reserva global dessas matérias-primas e condenou a mentalidade que insiste em relegar o Brasil ao papel de fornecedor primário para potências estrangeiras.
“Lula tem sido o grande tradutor das necessidades do nosso povo ao explicar que minerais críticos ou terras raras são o ouro e o diamante do século XXI. Todo o planeta precisa desses elementos para produzir chips de computadores, baterias de veículos elétricos e satélites. Nós temos a segunda maior jazida do mundo. A pergunta que se impõe é: vamos apenas extrair, colocar em navios e exportar a pedra bruta, ou vamos desenvolver tecnologia própria para refinar aqui, fabricar nossos próprios chips e exportar inteligência com engenheiros brasileiros?”, indagou Éden.
O secretário disparou contra a bancada de oposição liderada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). “Existe uma ala na política que não acredita na capacidade do povo brasileiro e sofre de um crônico complexo de vira-lata. Esquecem que a Embrapa revolucionou a produtividade do agronegócio com ciência nacional, esquecem que a Embraer é orgulho global da aviação e que os engenheiros da Petrobras desenvolveram tecnologias que ninguém no mundo dominava para extrair o petróleo do Pré-Sal. Lula aposta na inteligência do Brasil e na nossa soberania econômica”, completou.