Senador explicou que recebeu advogado para tratar de emenda que aumentava teto do FGC, mas recusou a pauta, e lembrou que votou contra o endividamento de aposentados no crédito consignado.
O senador Otto Alencar (PSD) esclareceu com veemência sua conduta em relação às especulações que envolveram parlamentares e o Banco Master em Brasília. Otto explicou a Mário Kertész que o papel institucional no Senado exige o diálogo democrático com diversos segmentos da sociedade, mas frisou que barrou tentativas de afrouxamento regulatório e votou categoricamente contra o aumento de margens financeiras abusivas.
“No Senado atendemos empresários, banqueiros, presidentes de cooperativas e advogados; meu gabinete é público e aberto. O advogado Ciro Soares, que é do PSD e meu amigo de décadas, representava o Daniel Vorcaro e me procurou para saber da possibilidade de conversar sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira que pretendia elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Eu deixei claro a ele que não havia a menor condição e a proposta foi totalmente rejeitada e arquivada na CCJ“, explicou Otto.
O congressista relembrou ainda sua postura contrária à Medida Provisória nº 1106, editada pelo governo Bolsonaro em março de 2022. “Quem editou essa MP foi Jair Bolsonaro, aumentando a margem do crédito consignado de aposentados para 45%, permitindo que os idosos se endividassem ainda mais. Eu e Jaques Wagner votamos contra essa medida; quem votou a favor foi a bancada bolsonarista! Minha vida pública é absolutamente transparente: coloco meu CPF, meu sigilo bancário e fiscal à disposição de qualquer autoridade. São 40 anos de vida pública — como secretário, presidente da Assembleia, conselheiro de contas, vice-governador e senador — sem responder a um único processo ou denúncia no Ministério Público”, arrematou o líder pessedista.