Salvador, 22/09/2026 14:11

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Marivalda da Silva denuncia tentativa de voto “Lula-Neto” na RMS, critica ação contra o Bolsa Família e crava: “Time de Lula é Jerônimo, Wagner e Rui”

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Em sabatina na Rádio Metropole, candidata a deputada estadual e ex-vice-prefeita de Candeias rebateu discurso de mudança da oposição, apontou preconceito histórico contra nordestinos e defendeu projeto de duas décadas na Bahia.

Em entrevista concedida à Rádio Metropole, a candidata a deputada estadual Marivalda da Silva (PT) analisou o cenário eleitoral de 2026 e rebateu as narrativas de renovação propagadas pela oposição na Bahia. Ex-vice-prefeita e ex-vereadora de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a advogada e gestora pública — que reúne mais de 24 mil seguidores nas redes sociais — alertou sobre tentativas de setores adversários de confundir a população com a falsa vinculação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidatura de ACM Neto (União Brasil).

Ao avaliar as duas décadas de governos petistas no estado, Marivalda sustentou que o avanço das políticas públicas estruturantes continua incomodando grupos tradicionais. “Na política em si, são 20 anos de um governo que vem fazendo mudanças, transformações importantes. E isso incomoda, incomoda a todos”, destacou a postulante, apontando a ocupação de espaços públicos por alas conservadoras. “Pessoas que hoje, com o bolsonarismo, conseguiram até botar a cara na rua, sair do armário e defender pautas que a gente considera conservadoras e politicamente não corretas. Eles ganharam fôlego com isso e vêm ocupando alguns espaços”, advertiu.

Fazendo uma reflexão sobre a formação política da sociedade, Marivalda resgatou análises do próprio presidente Lula sobre os impactos da ascensão econômica. “Lula costumava dizer que com os programas sociais que nós fizemos, tivemos um lapso ideológico de tempo: não conseguimos criar cidadãos e cidadãs na sua totalidade. Acabamos criando pessoas que entendiam o consumo como prioridade e não o exercício da cidadania em si”, pontuou. Segundo a candidata, esse fenômeno abriu margem para que setores beneficiados aderissem a discursos opostos aos seus interesses históricos. “Acham que têm um poder aquisitivo melhor, querem se colocar e se alçam a outra condição de classe social para defender pautas que nunca foram deles. Nós sempre fomos os oprimidos, e hoje eles querem se colocar no lugar dos opressores, defendendo bandeiras que nós sempre combatemos”, enfatizou.

A candidata denunciou a articulação de bastidor que tenta associar a popularidade do Governo Federal ao palanque oposicionista. “A gente percebe em alguns pontos, em alguns locais, essa vontade deles de construir essa ligação de ‘Lula-Neto’, principalmente aqui na Região Metropolitana. Mas a gente tem que combater! A população precisa entender que nós temos um projeto todo alinhado verticalmente por princípios e ideais. Nós defendemos que a economia precisa da intervenção do governo para equilibrar o mercado e priorizar o povo. Eles afastam isso”, explicou.

Marivalda citou medidas recentes encabeçadas pela oposição que atingem a base da assistência social. “Recentemente a gente percebeu a manobra feita pelo filho de Bolsonaro em relação ao Bolsa Família. Enquanto Lula quer levar o alimento para a mesa daqueles que nada têm, eles ingressaram com ação judicial para derrubar o aumento do Bolsa Família! Eles não têm interesse nenhum em ajudar as pessoas que mais precisam”, disparou.

Para a ex-vice-prefeita de Candeias, o eleitorado baiano mantém viva na memória a postura das alas de direita em relação à região Nordeste. “Em todo lugar que eu vou, as pessoas lembram que Bolsonaro, os filhos dele e os carlistas têm uma compreensão do nordestino e do povo baiano de que são pessoas sem nível intelectual para entender o que é bom ou ruim. Tanto que mandaram o Nordeste comer capim! São pessoas preconceituosas, e o povo da Bahia vai acordar para isso”, ressaltou.

Ao comentar as oscilações nas sondagens de opinião pública, Marivalda demonstrou confiança na virada e pregou fidelidade partidária no voto. “Essas pesquisas que hoje parecem oscilar, nós já enfrentamos em outras eleições. A princípio não vemos risco, mas precisamos combater logo no início e dizer: Lula é Lula! E o nosso governador da Bahia é Jerônimo Rodrigues, com toda a chapa que compõe o time: Jaques Wagner e o nosso querido senador Rui Costa. Isso é fundamental que seja dito”, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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